Mensagem
do CEO
Miguel Gil Mata 

O ano de 2019 foi, sem dúvida, de importantes concretizações no âmbito da nossa gestão activa de portefólio. Alienámos a nossa participação no capital da RACE e encerrámos um ciclo de quase 35 anos nesta empresa. Criámos condições para a RACE iniciar um novo ciclo de crescimento, gerador de valor para os novos accionistas e para os seus colaboradores e, ao mesmo tempo, cristalizámos valor, libertando fundos para alavancar o nosso caminho de crescimento. Em simultâneo, completámos as aquisições da cadeia Urban Fit e da Futura Energía Inversiones, com vista a potenciar o desenvolvimento dos segmentos de Fitness e Energia, respectivamente.

Focando-me nos resultados, o Volume de Negócios das Unidades de Negócio cresceu 46,5% e atingiu 268,8 milhões de euros, em resultado de um desempenho robusto em praticamente todos os nossos segmentos, sendo de notar o contributo significativo da Unidade de Trading e Comercialização. Já o EBITDA aumentou 8,9%, para 35,3 milhões de euros. Também o EBIT evoluiu de forma positiva, para 6,4 milhões de euros, 11,8% acima do ano de 2018.

Não obstante os bons resultados gerados pelas Unidades de Negócio como um todo, devo fazer menção ao impacto negativo registado no segmento de Engenharia Industrial, designadamente na ADIRA. Em 2019, culminou o processo de restruturação em que alterámos significativamente a equipa e restruturámos os principais processos do negócio, dando particular relevância aos associados à área comercial. Ao mesmo tempo, ao longo de 2019, e também já em 2020, estamos a fazer um esforço adicional no sentido de adequar a estrutura de custos aos actuais níveis de procura.

No segmento de Energia, a equipa está totalmente focada em crescer enquanto promotor de soluções integradas de Energia, ao mesmo tempo que vai dando passos para tornar a CapWatt mais internacional: em Espanha, alavancada na recente aquisição do Grupo Futura, assim como no México. O projecto de construção da central termoeléctrica a biomassa florestal residual, em Mangualde, entrou na sua fase final e mantém-se em linha com o previsto, tanto em cumprimento de prazo, como de montante de investimento. No segmento de Fitness, suportados num modelo de expansão bem calibrado, detemos hoje 37 Clubes e mais de 104 mil sócios activos, ao mesmo tempo que assegurámos, em 2019, um crescimento da margem EBIT de 2,4pp, para 8,7%. No segmento de Hotelaria, o esforço colocado, não só, na melhoria dos indicadores operacionais, mas também, na optimização das operações, traduziu-se num EBIT recorde, de 1,7 milhões de euros, e num crescimento de 3,6pp na margem EBIT, para 6,2%. Muito recentemente, assinámos um contrato para a instalação de mais uma unidade hoteleira na cidade do Porto, numa localização privilegiada na Avenida dos Aliados, o que irá permitir ampliar a nossa escala mantendo uma estratégia de crescimento capital light.

Na Unidade de Activos Imobiliários concluímos escrituras de compra e venda no valor de 33 milhões de euros e detemos ainda em carteira Reservas e Contratos Promessa de Compra e Venda (CPCVs) de idêntico montante. Este desempenho é particularmente importante no que à geração de liquidez diz respeito. Em 2019, esta unidade gerou mais de 43 milhões de euros de liquidez, fundamental para manter um Balanço saudável, ao mesmo tempo que continuámos a investir no nosso portefólio, visando a melhoria da posição competitiva dos nossos negócios. Adicionalmente, permite-nos manter uma remuneração accionista adequada. Neste contexto, a Dívida Financeira Líquida atingiu 141,2 milhões de euros no final de Dezembro de 2019, não obstante o investimento de 51,7 milhões de euros e a distribuição de dividendos no valor de 18,5 milhões de euros.

O Resultado Líquido deste ano evoluiu de forma negativa, impactado pelo reconhecimento de uma menos-valia relacionada com a alienação da RACE e pela ausência de vendas significativas de Activos Imobiliários sobre os quais, no entanto, mantemos boas perspectivas de curto-prazo.

Assim, assentes num Balanço adequado e, tal como nos anos anteriores, na geração de liquidez associada à venda de Activos Imobiliários e sem comprometer o plano de investimento nas nossas Unidades de Negócio, gostaria de anunciar que o Conselho de Administração irá propor, em Assembleia Geral Anual de Accionistas, a distribuição de dividendos no valor de 15 milhões de euros, equivalentes a um dividend yield de 8,0%.

Com base nos resultados divulgados, reitero o meu conforto e confiança na estratégia delineada para a Sonae Capital, assim como na competência dos nossos recursos humanos para a executar.

Miguel Gil Mata, 21 de Fevereiro de 2020 (Comunicado de Resultados 2019)

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